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CRISTO

De braços abertos
Um belo livro sobre o Cristo Redentor revela a maravilha do Rio em fotos surpreendentes
Colaboração: Livia de Almeida

Onipresente na paisagem carioca, o Morro do Corcovado, com seus 709 metros de altitude, nunca deixou de capturar a imaginação dos viajantes que adentravam a Baía de Guanabara.

Em 1502, o navegador italiano Américo Vespúcio chegou a batizar a montanha de Pico da Tentação, lembrando a passagem do Evangelho em que o demônio colocava aos pés de Jesus todas as belezas e riquezas materiais.

O nome não pegou, mas 429 anos depois, em 1931, o morro recebeu uma escultura do Cristo Redentor com 38 metros de altura.

Foi assim que a cidade ganhou um de seus mais marcantes símbolos, eleito no ano passado uma das sete maravilhas do mundo moderno, ao lado da Muralha da China e do Coliseu romano.

A relação entre a cidade e a montanha, antes e depois da escultura, é o tema de Cristo Redentor (204 págs., R$ 130,00), soberbo volume da Aprazível Edições com mais de 200 imagens – muitas delas surpreendentes – de fotógrafos como Marc Ferrez, Juan Gutierrez, Augusto Malta, Jean Manzon e Peter Scheier, além de dois ensaios produzidos especialmente para o livro por Cristiano Mascaro e Claudio Edinger.
Fotos: Augusto Malta

"Procuramos contar a história da estátua como se fosse um ser vivo, desde antes da sua concepção", descreve Leonel Kaz, responsável pela edição do livro juntamente com Nigge Loddi.

O resultado é uma bela homenagem para aquele que, como diz a canção, abre seus braços sobre a Guanabara.

Desembarque dos elegantes passageiros da Estrada de Ferrodo Corcovado, em 1908, na foto de Augusto Malta: desde 1885, o advento do trenzinho facilitava achegada dos visitantes ao topo da montanha









12 de outubro de 1931: o presidente Getúlio Vargas esteve na festa de inauguração, com revoada de aviões, da escultura de 38 metros de altura, feita de concreto revestido com pedra-sabão









Em 1906, Augusto Malta subiu o morro e registrou a paisagem ainda selvagem do Rio: do belvedere se descortina uma vista que encanta fotógrafos de todos os tempos









O Corcovado, ainda sem o Cristo, se destaca no relevo que circunda a enseada de Botafogo na foto feita por Marc Ferrez no fim do século XIX, a partir do Morro da Viúva, hoje cercado por edifícios









No início da década de 30, já no fim das obras, com o Redentor ainda envolto por andaimes: estrutura idêntica à usada para a construção de um edifício convencional





















Antes da estátua, no topo do morro havia uma espécie de quiosque, clicado por Malta em 1910: na época, o mirante ganhou dos cariocas o apelido de "chapéu de sol"



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