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Hurricane:
Juiz teria acertado exploração
de táxis para o Cristo com padre
Fonte: "O GLOBO" - 20/5/2007
Marco Antônio Martins - Extra
From: Márcia Cristina Silveira
MAIS UMA VEZ A MÁRCIA NOS FAZ PENSAR:
COMO A MÍDIA, AS INSTITUIÇÕES, OU DETERMINADAS PESSOAS
FAZEM UMA SELEÇÃO O "FILTRO" DO QUE VAI NAS MANCHETES
É SÓ LER ALGO QUE ERA DE ESPERAR... E VAI ACONTECER.. LEMBREM...
A rede de corrupção descoberta pela Polícia Federal (PF) na
Operação Hurricane (Furacão, em inglês) queria envolver
a Igreja Católica em seus negócios.
Gravações feitas com autorização judicial mostram o juiz
Ernesto Pinto Dória, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT)
de Campinas, avisando a uma pessoa que se identifica como
padre Marcos sobre a intenção de Antonio Petrus Kalil,
o Turcão, de explorar o transporte de turistas até o
Santuário do Cristo Redentor, no Corcovado.
A idéia era montar uma cooperativa de táxi e impedir a ida
ao local de outros táxis e vans.
- Isso vai render um dinheirão que eu soube ontem! Ele bota
uma cooperativa de táxis ali, só esses táxis sobem no
Corcovado pagando uma taxa xis - disse Dória, na gravação
captada pela PF.
Ligação para o celular
Uma das conversas monitoradas entre o juiz e o padre aconteceu
no dia 11 de janeiro deste ano, às 9h27m.
O juiz Dória recebeu, em seu telefone celular, a ligação do
padre Marcos. O telefonema durou cinco minutos.
Nos diálogos, o magistrado diz ao padre que Turcão pediu
para que eles fossem a sua casa, em Niterói.
Segundo o juiz, a intenção era criar uma cooperativa que
teria o monopólio para levar passageiros ao Corcovado.
Para isso, Dória propõe que seja feito um convênio com o
governo estadual.
A idéia do juiz Ernesto Dória de tornar exclusiva para
Turcão a exploração dos táxis que levam turistas ao Cristo
seria uma iniciativa inédita.
Atualmente, os visitantes conseguem chegar ao santuário
de bonde, táxis e vans cadastradas pela TurisRio, ou subindo
a pé pela Estrada das Paineiras.
Desde a semana passada, quando a Polícia Federal deflagrou
a Operação Iscariotes- na qual constatou desvios de mais
de R$300 mil por mês na receita da venda de ingressos -
homens da Força Nacional vigiam a subida ao Cristo Redentor.
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