MICOS E JAQUEIRAS AMEAÇAM A BIODIVERSIDADE
GUIAS
Aqui a Angélica Monnerat envia INTERESSANTE matéria para os Guias Cariocas!
Nos parques do RIO, incluindo a Floresta da Tijuca (Floresta secundária), não
tudo é cor de rosa!
As Jaqueiras que tanto mostramos invadem e tiram espaço para outras plantas,
os micos, que tanto mostramos, são tão "importados" como muitas plantas no RIO.
Este tema já foi abordado em nossa pesquisa do ano de 2006 como você poderá
ver clicando o nome da página;
guerrajaqueiras.htm
Quanto ao sagui, desde 2004 criamos pesquisas e denúncias, também poderão ser
vistas clicando no nome das páginas:
Dentro em breve reuniremos todas as matérias existentes sobre o sagui em
uma só página de pesquisa atualizada, aguarde.
GERARDO MILLONE
Rio terá mapa de espécies exóticas e invasoras
Entre 226 espécies estão mico estrela, caramujo africano e jaqueira.
Fonte:
Daniella Clark Do G1, no Rio
Objetivo é alertar para impacto ao ambiente e traçar plano de erradicação.
O mico estrela pode ser considerado uma espécie invasora:
competição com espécies locais.
Segundo a especialista, uma espécie exótica é aquela trazida pelo
homem - acidentalmente ou não - que quebrou uma barreira geográfica.
Nem toda espécie exótica, no entanto, é invasora.
Ela se torna invasora quando consegue se reproduzir e invadir ambientes naturais.
Sua reprodução descontrolada põe em risco a biodiversidade local,
à medida que esses animais e vegetais passam a competir com as espécies locais.
Por não terem competidores, parasitas ou predadores naturais, essas
espécies se espalham com rapidez.
“O mico estrela, por exemplo, é um exótico invasor. Ele mata esquilo,
mata passarinho e coloca em extinção determinadas espécies. E, ao cruzar,
coloca em extinção a espécie nativa, que é o sagui.
Ele cruzou com o sagui carioca e já não temos mais ele puro. Isso coloca
em risco a biodiversidade, você não tem mais aquela espécie, tem apenas
a mistura”, explica Alba.
A jaqueira vem se dispersando na Ilha Grande.
Jaqueira é ameaça na Ilha Grande
Os especialistas reuniram um total de 226 espécies que podem ser consideradas
como exóticas e invasoras no estado. Entre elas estão 57 espécies da fauna
terrestre e de ambientes aquáticos continentais, 129 espécies vegetais, 29
organismos marinhos e 11 organismos de água doce.
Esta relação foi elaborada com base em trabalhos científicos, listas oficiais
já existentes e em listas elaboradas por Organizações Não-Governamentais.
Na relação estão algumas já conhecidas do público, como o capim-colonião e
o caramujo africano.
Entre os peixes de água doce a lista inclui a tilápia e o tucunaré,
além do coral-sol e do mexilhão marrom no ambiente marinho.
Já entre as espécies vegetais estão a casuarina, a amendoeira, a acácia e a jaqueira.
“Na Ilha Grande, em um hectare da floresta, foram achados 250 pés de jaqueira,
onde não deveria ter nenhuma. Um hectare de mata atlântica deve ter de
cem a 400 espécies. Lá a gente está achando 250 só de jaqueira. Se a gente
não controlar, quando o turista chegar na Ilha Grande só vai ver jaqueira”,
brinca a especialista.
Com a lista oficial dessas espécies, a meta é criar um grupo de trabalho
para traçar planos de controle e erradicação, além de elaborar normas
jurídicas que impeçam a proliferação dessas espécies no estado.
Essa erradicação inclui o uso de herbicidas naturais e o controle de natalidade.
O assunto, ressalta Alba, é delicado.
“Isso causa muita polêmica”, disse.
O documento da Uerj e do Instituto Biomas será entregue à secretária estadual
do Ambiente, Marilene Ramos, na manhã desta quarta (27), no Jardim Botânico,
na Zona Sul do Rio.
O Rio vai conhecer nesta quarta-feira (27) quais são as mais de 220 espécies
que podem ser consideradas exóticas e invasoras em todo o estado.
Informações colhidas pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e
pelo Instituto Biomas serão o primeiro passo para a criação de uma relação
oficial dessas espécies pela Secretaria estadual do Ambiente.
O objetivo dessa “lista negra” da biodiversidade – que inclui desde o
mico estrela ao caramujo africano, passando pela jaqueira – é alertar sobre
impactos que essas espécies podem causar ao meio ambiente e traçar
um plano de controle e erradicação.
“O Brasil não tem uma lista nacional, os estados estão fazendo cada um a sua.
Essas espécies se estabelecem e se reproduzem na natureza. O risco é
colocar em extinção outras espécies.
Se você tem uma espécie invasora, você sufoca as outras.
A lista é uma barreira”, explica Alba Simon, superintendente de
biodiversidade da secretaria.
Na mesma solenidade, municípios e instituições vão aderir ao pacto de
restaurar aproximadamente um milhão de hectares de Mata Atlântica até 2050.
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